quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Gosto de ti, se me procuras à noite Quando estou só, não ouço a voz, não vejo as coresPosso sentir, sua presença em minha alma,Se vens até mim, e a vejo num espelho d'águaNão posso tocá-la, por que está além dos olhos meusNa madrugada somos três... a tristeza, a solidão e eu...Se estás aqui, e adormeço em teus acalantos, Não temo o Sol, não temo a luz nem seus quebrantosSe tu me acolhes, já me inundo de desejos Óh! Fada nua... Óh! Luz sombria do meu espelhoQuem dera... Se fosses a rosa branca dos meus víciosA fumaça nos pulmões... o escudo, a espada e o espírito...Eu vejo vozes e ouço vultos, Eu fumo um cigarro e corto meus pulsosUm corpo caído, um sonho do avesso Duas taças de vinho, sangue e cianeto Já não luto contra o luto, não amputo meus impulsos Desmaio ao devaneio no meu leito moribundoNoturno... soturno, na dor e na saudadeNas flores do sepulcro até que a vida nos separe
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