sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Há que cansaçoFarto me em viverEsta vida desprezível e cotidianaEu pobre diabo de boa intençãoMatar-me? Sim, quem quer matar-me?Se não fosse eu assim já tão maçado pela vida me mataria,Mais falta me crer no suicídioEu já descrente de tudoParado esperando que me abram a portaDe frente a uma parede sem portaEstou farto? Não , fartou estava a anos atrás quando tentei meu ultimo suicídioEstou dopado, dopado dos meus dias infernaisEu que já cantei na vida a esperançaEsta mesma que me matouHoje já no meu tumulo árido e secoVejo que ninguém chora por mimNem dobra os joelhos ao chãoPara pedir a qualquer deus pela minha almaNem acende velas para iluminar meu caminhoHumano eu? Sim, desprezível humanoDe fala mórbida com um cigarro na bocaEm agonio da morte que não viraMata-te enquanto tens esperança para matar-teSe esperar que ela te mateSerás condenado e me seguiras em agonia de vida Na mais completa escuridãoContemplo eu a morte em palavras

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