sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

LÁGRIMAS OCULTASSe me ponho a cismar em outras erasEm que ri e cantei, em que era querida,Parece-me que foi noutras esferas,Parece-me que foi numa outra vida… E a minha triste boca dolorida,Que dantes tinha o rir das primaveras,Esbate as linhas graves e severasE cai num abandono de esquecida! E fico, pensativa, olhando o vago…Tomo a brandura plácida dum lagoO meu rosto de monja de marfim… E as lágrimas que choro, branca e calma,Ninguém as vê brotar dentro da alma!Ninguém as vê cair dentro de mim!

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